segunda-feira, 27 de maio de 2019

1ª ETAPA - ROTA VICENTINA "AREIA"

Olá caros amigos

Na passada 3fª, eu e mais dois amigos rumámos a Tróia, com o sentido de iniciarmos a Rota Vicentina junto ao Litoral, não se trata da Rota dos Pescadores, essa é pedestre, esta que falo, foi arranjada ao longo dos anos por um amigo, e tornou-se para mim, a minha Rota Vicentina "Pescadores".




Bem, combinámos cedinho, tipo às 05h30 na estação Roma-Areeiro, para embarcar no comboio da Fertagus para Setúbal. Grupo estava animado, como sempre, esta tripla é demais. Ao chegar à terra do Bocage, fomos comprar os bilhetes do ferryboat, e logo a seguir encher o estômago.




Passado uns minutos, lá embarcámos para Tróia, estávamos todos ansiosos por chegar à outra margem e iniciar a tão ansiosa travessia. Foi toda inédita para todos. Apesar de eu já ter feito duas vezes, não seriam como esta, daí a minha ansiedade.




"Para o Tiago seria a sua estreia em travessias, e ficou mega satisfeito com a sua prestação, tal como o Ricardo, que já não andava há imenso tempo. Eu também fiquei satisfatíssimo da maneira como correu a viagem, não houve problemas técnicos nem físicos"

Já em Tróia, toca a pedalar os primeiros 12 quilómetros, até à entrada da Comporta, aí virámos para os arrozais, mais uns tantos quilómetros e brindados com chuva, molha parvos, ao chegar ao Carvalhal parámos um pouco, repor energias, sumo de cevada e siga. Continuámos por estrada até quase Melides, aí ia começar as três picadas da Serra de Grandôla, durissímo.



Arrozais Comporta


Depois foi sempre abrir até à zona industrial de Santiago do Cacém, aí fomos ao Café Carapinha, almoçámos e bem, e retomámos o caminho, passado uns quilómetros chegámos à Albufeira da Barragem de Morgável, e pouco depois à nacional que vai para Porto Côvo e Vila Nova de Milfontes. 
 


Aí foi sempre andar, levámos uns bons quilómetros com vento de frente, e ao chegar a Porto Côvo fizemos mais uma pausa para repor energias, e descansar um pouco.


                     
       
Após o dito descanso, retomámos a viagem, e ao sair de Porto Côvo, pela praia dos pescadores, apanho um susto, ao travar com o detrás, a roda foge e por pouco ia ao chão, tive sorte e consegui dominar a fera.

Aos 24s o pneu detrás foge

Cliquem nas fotos

Após este episódio, andámos mais uns quilómetros, e recomeçou o martírio da areia, foram tantos quilómetros, e o calor que se sentia não ajudava nada.

 
Ainda deu para tirar umas chapas


Martírio da areia terminou num parque de estacionamento da praia do Malhão, foi um alivio após quilómetros a fio, pensava que ia ser assim até ao nosso destino final. ao sair daquela zona tínhamos pela frente mais uma longa subida de terra batida, algo que ainda não tínhamos encontrado, estou no gozo.

Tiago estava fortíssimo
 o calor era imenso

No fim desta subida, saímos junto ao Parque de Campismo Sitava, andámos mais uns quilómetros por estrada, e retomámos à terra batida, estradão, com muitos solavancos causados pelos pneus dos tractores no inverno, e depois de seco, fica nesse estado. 

Foi rápido até Vila Nova de Milfontes e nosso local de Pernoita, o merecido descanso estava a escassos metros. E voilá!



Houve um pequeno problema com o meu GPS, pus no pause sem saber e depois deu nisto, não contabilizou na totalidade


Fim da 1ª Etapa - Tróia / Vila Nova de Milfontes
1200D+ / 110km

segunda-feira, 6 de maio de 2019

PREPARAÇÃO

Olá

Saudade é a palavra mais adequada para vos transmitir o que sinto neste momento. E porquê, adoro preparar uma viagem. Já não o fazia desde do ano passado.

Este ano já tive um mini estágio. Rota Vicentina serviu de entrada. Apesar de não ter nada a ver, com uma preparação desta envergadura e fora de portas. A logística é outra.
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Shimano Hotaka 24L
 Modo Rota Vicentina - Bolsa Topeak Dry Large
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Nesta nada pode falhar, são demasiados km e dias. 

Como faço em todas as travessias que tenho feito. Uso sempre a mesma lista de material e equipamento a levar. Tento é reduzir bagagem de travessia a travessia.

E consoante os km e dias, mudo quase sempre o tipo de bagagem. 

Na Rota Vicentina, levo mochila e uma pequena bolsa no espigão do selim com as ferramentas que preciso.

Já nesta que irei fazer em Setembro, o três em um. Isto é, três caminhos de Santiago de Compostela num só. 

Levarei o saco da "Alpkit Big Papado espigão com capacidade até 17L. Não irei precisar de tanto, mas ainda há que ponderar bem no que levar. Hei-de levar também uma de mochila Evoc 16L, com a ferramenta e algum material de rápido acesso.
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Bolsa Espigão Alpkit Big Papa 17L
Evo 16L
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Ainda falta algum tempo, mas se a preparação for feita com esta antecedência, nada poderá falhar. Vamos estar apenas dependentes de nós. Não haverá mais ninguém que nos possa dar uma mãozinha.

É o preço que temos de pagar pela aventura, sem dúvida que terá outro sabor. 

Já me informei com deverei levar a bicicleta para Sevilha. Arranjar uma caixa adequada, em principio 29, assim desmonto-a pouco, basta tirar a roda da frente e rodar um pouco o guiador.
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Até lá há que me preparar fisicamente, há tempo, e terei de me dedicar a 1000%. Bem, boa semana e boas pedaladas

Abraço e beijinhos a quem me segue

domingo, 5 de maio de 2019

FOCO

Boas

Para vos ser franco, por momentos desisti de algo que queria fazer há mais de dois anos. Acobardei-me e nem sequer tentei em treinar para esse fim.

Ponderei fazer algo menor para não fazer nada. Na realidade só faz sentido se manter o sonho bem desperto, bem focado.

Tenho ainda uns meses para o fazer, para treinar. Não será fácil, até lá, 2ª Quinzena de Setembro, há tempo suficiente para me treinar, pôr-me em forma, emagrecer, e estar super focado neste sonho.

E só assim termino a minha questão dos caminhos de Santiago dum vez por todas.

Faço esta ligação tão desejada por mim. Se tiver companhia melhor, se não tiver faço na mesma. 

"Há sempre uma pessoa que me inspira nestas aventuras a solo. Considero-a uma máquina, é minha amiga, nem preciso de mencionar nomes. Por sua vez, há outras inspirações, outros nomes, como o Telmo ou o R. Mendes... Estes dois, são únicos, um palmarés de viagens de bike invejável." 


Neste preciso momento, preciso de me focar para o que está à porta. Como o passeio de Alvalade - Porto Côvo - Alvalade, serão 120 km.

Depois com um intervalo de um dia de descanso, rumo à Rota Vicentina, três dias na paródia com duas das pessoas que melhor me dou. 

Tudo serve para treinar.

Em Junho BTT_Tábua, a mítica prova com os 60 km.

Preciso de estar em forma para me divertir e não andar ali em sofrimento. Lógico que há sempre um pouco de sofrimento, mas é saudável. Faz-nos bem. 

Não desviado nunca do meu foco principal. Tenho praticamente cinco meses para me treinar. A ideia inicial era o Três em Um, e vou manter esse foco. Será Épico, tudo o que faço o é, considero assim. 

Só comigo, e o meu principal objectivo é acabar. 

Neste pedaço de terra que chamamos Portugal há tanto por desbravar. 

O caminho histórico da rota vicentina, está-me atravessado. Quero-a fazer da mesma forma que a planeei. 

A Grande Rota do Côa, seria a substituta do 3em1, não será, mas uma coisa é certa, hei-de a fazer. 

Bem pessoal, bom domingo e continuação de boas pedaladas

terça-feira, 30 de abril de 2019

ALONE

Olá

Nem sei por onde começar, tanto tempo afastado da escrita e de tudo. Quando não há matéria, nem vale a pena vir cá.

Bem, no próximo dia 1, vou sozinho fazer a Rota da Pera Rocha em Atouguia da Baleia. Estou expectante ao que vou encontrar num percurso de 100km, com quase 2000D+.
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Espero divertir-me acima de tudo,mesmo que seja um bom empeno, espero acabar ainda de dia. Como não sei onde me vou meter, até luzes levo, não quero arriscar. Não vai ser fácil, mas vou ter que o fazer. 

O facto de ir sozinho não me assusta, já fiz algo pior e com as condições atmosféricas bem piores, e com mais km. Aí foi diferente, saí de noite e regressei à noite, mas soube tão bem o feito épico, aqui será igual. 

Hei-de parar apenas para fotografar o que não conseguir fotografar em andamento, e para comer. 

Prometo crónica recheada de boas fotos e vídeos. 

Inté...

sábado, 2 de junho de 2018

RH18

Olá companheiros/as do pedal

Dia D já tinha chegado. Levantei-me bem cedo para arrumar tudo e sair com tempo de comer algo.

Ao chegar ao ferry boat, esperava ver alguém conhecido, mas para meu espanto não apareceu ninguém. 

Passado uns minutos apareceram quatro bttistas, trazendo alforges. 

Fiquei contente, já teria companhia pelo menos até Santiago do Cacém.

Dois de Lisboa, um de Alenquer e outro de Alverca. Estes iam tambem fazer a Rota Vicentina, mas junto ao Mar.

Trocámos contacto, mal chegámos a Tróia comecou-se andar. Já nos arrozais da Comporta, estivemos sempre juntos.

Depois pararam no Carvalhal para reforçar o estômago e eu continuei.

Quando eu parava, eles passavam-me, e vice-versa.

Ao entrar em Melides, há aquelas distracções de não olhar para o GPS e depois temos de voltar para trás.

Retomando ao caminho, pouco depois de abandonar Vale Figueira, desta vez não parei e segui caminho.

Ao entrar na serra, começaram as picadas. Eram três. Desces tudo o que há para descer e voltas a subir. A primeira era mais acentuada que as seguintes, e por isso doeu um pouco mais.

No fim desta, lá estavam eles. Com outro andamento, também não os quis atrasar.

Fui na minha, parava para tirar fotos, gravar algumas descidas e respectivas paredes.

Ao entrar em Santiago do Cacém, eles seguiram para sul, zona industrial, e eu para norte, Castelo e Igreja matriz.

Depois veio o primeiro martírio.

Segui o track, uma estrada em sentido proibido, e que parede, lá fui eu. Ao chegar ao topo, fui à procura dum local para reabastecer. Passou um carro, e pedi informações, para o meu espanto, era tudo lá em baixo.

Alternativas não tinha. Fiquei fulo, mas tive de ceder, e desci tudo. Ao chegar à indicação que me tinham dado. O restaurante tinha as janelas tapadas e a porta fechada, e sem espaço para guardar a laranjinha.

Pus a mesma com o cadeado a bloquear as rodas ao quadro, e deixei-a à frente da entrada do restaurante.

Assim estava mais descontraído e dava para a controlar.

Estômago bem reforçado, fiz-me novamente à estrada. Imaginem só o que tinha de fazer, pois é, trepar tudo.

O cansaço começava-se a instalar o que era péssimo. Ainda tinha que fazer 40km, 70km já estavam feitos.

A descida para sair de Santiago do Cacém, era muito louca, liguei a câmara e siga. Todo o cuidado era pouco.

Descer tudo para voltar a trepar tudo que havia para subir. Já me habituava da ideia do empeno que vinha aí.

No almoço falei com o meu amigo Narciso, que conhece muito bem este percurso. A pedir informações a partir daquele local. 

Então, eu pensava que dali até ao Cercal era mais soft, e afinal era um parte pernas, sobe e desce constante. Hum, não gostei, mas tinha de ser feito.

Já num dos topos, filmei aquela paisagem maravilhosa. 

Houve zonas, que parecia que andava na via algarviana. O cheiro da vegetação!! Cheirinho a mel. Oh pá, não dá para expressar em palavras o que sentimos.

Além do parte pernas, encontrei muita, mas mesmo muita areia. Só faltava ver mar. Esse elemento nem vê-lo!

Também havia alguns acessos vedados com portões, bastava abrir e voltar a fechar. A parte mais dura foi sem dúvida o Vale Seco. Que empeno.

Depois foi tudo muito rolante até às barragem de campinas, o famoso abastecimento da mítica maratona Alvalade - Porto Côvo.

Deu para tirar mais umas chapas, que vista maravilhosa.

Só quem anda no meio da Natureza é que por vezes presencia momentos únicos. Num dos vídeos que fiz, estava a filmar-me e à minha frente, talvez uns 3m, estava um Milhafre a planar à caça. Fiquei fascinado.

Após esse belo momento, voltei ao track, já se fazia tarde e ainda faltavam uns 8km. Há muito que me ressentia duma velha lesão no joelho direito. Estes últimos quilómetros custaram imenso.

Ao chegar ao meu destino. A primeira preocupação era tomar um banho. E pôr biofreeze no joelho magoado. Para atenuar a lesão. 

Fui jantar, voltei ao quarto, voltei a pôr pomada, desta vez um gel recuperador, é mais intenso que o biofreeze. Editei as fotos, criei os álbuns. E depois fui descansar.

Infelizmente durante a noite não consegui pregar olho, acordei imensas vez com dores. E então decidi aí, que a Rota Histórica tinha chegado ao fim.

É triste, estava tão empolgado... Melhores dias virão!

Um GRANDE AGRADECIMENTO À M, MUITO OBRIGADO!

sexta-feira, 1 de junho de 2018

PRÓLOGO - RH18

Olá companheiros/as do pedal

Ontem 31Maio, antecipei-me à minha ida para Setúbal.

No princípio ia só para Setúbal hoje, dia 01Junho. 

Como tinha de sair de casa ainda de madrugada. Levar o carro estava fora de questão, ia logo a pedalar. 

E à hora que era, tornava-se chato. Então, decidi logo ontem de manhã por antecipar a minha vinda para Setúbal.

Assim já não corria o risco de perder o primeiro ferryboat, às 07h30. 

O comboio da fertagus saía de Lisboa às 06h17 e com pelo menos uma hora de viagem e uma distância de dois quilómetros, o risco de não chegar a tempo era enorme.

Assim vim mais cedo. 

Almocei o delicioso choco frito, junto à avenida Luísa Todi. Esteve uma tarde digna de verão, calor e sol.

Fiquei hospedado no Hostel Day Off, que fica nem a 500m do Ferryboat. Melhor impossível.

Quero Agradecer à minha osteopata, por ter deixado a minha perna como NOVA! Obrigado Diana... Contratadissima!


Sem esquecer que também há uma música que ouvi por acaso no Spotify, ya sou viciado nesta app, e que marcou.


Logo às 06h20, hora de sair da cama e preparar tudo para arrancar. Tomar o pequeno almoço reforçado. Logo será a etapa maior. Tróia ao Cercal, 110km.

Nada melhor como comemorar o dia da criança. 

Bom dia e fiquem bem!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

VICENTINA

Boas companheiros/as do pedal

Este ano queria fazer o tão desejado 4em1, que na última hora juntei mais um caminho, e neste caso o projecto mudou de nome para 5em1. 

Também decidi que já não ia o fazer, devido à falta de treino. Não quero arriscar uma viagem desta dimensão sem treino.

No entanto, não ia ficar em casa sem fazer nada. Isto das travessias são o meu combustível. 

Fui convidado por um amigo fazer a Rota Vicentina - "Pescadores" em quatro dias, sem etapas definidas, e Aceitei! 


AZUL - PESCADORES
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Esta começará em Tróia, passando por Comporta, Melides, Santiago do Cacém, Porto Covo, Milfontes, Almograve, Odeceixe, Aljezur, Carrapateira, Sagres. E depois Lagos.

Entretanto, há outra versão da Rota Vicentina que tenho curiosidade, a Histórica. Dizem que é a original, e mais duro. Gosto de desafios.


A Histórica, também começará em Tróia, tudo igual até Santiago do Cacém, depois muda de direcção para o Cercal, Odemira, São Teotónio, e volta a unir em Odeceixe com a dos Pescadores.

ROTA HISTÓRICA
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Como não quero ir até Sagres, como irei com eles, mudei a Rota, tudo igual também chateia, sendo assim vou até Aljezur, e aí viro para o interior, em direcção a Marmelete, um pequeno troço que liga com a Via Algarviana, depois aproveito o track que fiz em 2016, mas vou só até Bensafrim é depois aí mudo novamente de direcção para Lagos, por outro track pedestre que saquei recentemente no Wikiloc.

MUDANÇA DE ROTA
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Arregacei as mangas e preparei a viagem. Farei em três etapas, tudo pronto. 

Falta apenas chegar o dia D.

Actualizei a minha lista de material a levar. 

Pareço um miúdo à espera das férias de verão. Super ansioso. 

Será um bom teste. 

Uma Rota mais árida, muitos quilómetros sem ver ninguém. Locais únicos. Todos são, mas uns mais interessantes que outros. 

O que me move é aventura e as paisagens que vejo... 

Isto sim é saber viver!

Continuação de boas pedaladas